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    FOCO DO ESTUDO
Infância No Brasil Patriacal

 

 

DESCRIÇÃO DA INFÂNCIA E SUA EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE BRASILEIRA NO PERÍODO PATRIARCAL.

  

 Enilda Pichler 

  

 

            No livro de Gilberto Freyre (2002) Casa Grande e Senzala, retratando o povo e a cultura brasileira, a qual  formou-se através de  três grandes grupos étnicos: branco, índio e negro.Contendo suas contribuições e influências na mesma.

 

 

INFÂNCIA DOS BRANCOS

 

            As crianças  eram  assustadas por nenhum  bicho em particular mas por bichos místicos, horrorosos que também eram temas das canções de  ninar.      

Quando nascia uma criança, os pais católicos tinham por costume oferecer os cabelos das crianças aos santos por acreditarem assim estar elas livres de feitiços e magias. Quando uma delas viesse a morrer, eram enterradas vestidas como anjos. Seus brinquedos eram bonecas de pano e bonecos de animais. Sendo influenciados pelos índios a amansarem pássaros e tê-los como animais de estimação.

Eles eram comportados e tinham o olhar sério; seus olhares tristes e sem vida. Vestiam-se como os adultos para sair, ir às missas ou ao colégio, com roupas escuras e grossas, mesmo em dias muito quentes. Considerados como crianças até os 10 anos; a partir daí eram tidos como rapazes, com vícios e doenças venéreas.

No século XIX, nos grandes engenhos o ensino era administrado em casa. Os filhos dos senhores e dos escravos aprendiam juntos. Após a Independência e com a construção das estradas de ferro, muitos filhos de fazendeiros foram estudar em colégios particulares das capitais, longe da família e de seus companheiros. Eram escolas apertadas e sem ar, onde todos liam alto e ao mesmo tempo. Não eram incentivados a usar a inteligência, pois os professores tinham pouco preparo e o ensino era exclusivamente eclesiástico. Compareciam às aulas de paletó preto e calças pardas, sapatos de tapete ou couro e gravata azul.  Não se preocupavam com a higiene tomavam banho uma vez por semana obrigados  e lavavam os pés nas quartas e sábados. Muitos morreram de febre ou de infecções em conseqüência da falta de higiene nos internatos.

A pederastia era comum, alastrando as mais diversas doenças venéreas (sífilis e gonorréia) indício de grandes excessos sexual entre os meninos de colégio. As crianças menores eram humilhadas pelos professores e diante de toda escola eram ridicularizadas a usar chapéu de palhaço na cabeça. Recebiam castigos, ficavam sobre grãos de milhos, existia também a palmatória ( tinha um espinho e um alfinete na ponta) permitindo ao professor furar de longe a barriga da perna dos alunos. Era dada grande importância à beleza da caligrafia, que era feita com penas de ganso, onde os alunos que não correspondia a isso eram golpeados nos dedos, beliscões, pelo corpo e puxões de orelha.

As meninas eram criadas em ambiente rigorosamente patriarcal, vivendo sob a mais dura tirania dos pais, onde posteriormente continuava com as tiranias dos maridos. Às meninas era negada qualquer atitude independente. Deveriam falar em tom baixo, ou seriam castigadas. Melhor que fossem acanhadas e humildes. Algumas mais ousadas namoravam, mas somente à distância, em atos muitos discretos. Casavam normalmente antes dos 15 anos, e eram como propriedade de seus maridos, muitas vezes velhos com 50 ou 60 anos. Eram assassinadas impunemente se seu pai ou marido de alguma atitude que julgasse ser inconveniente.

Na presença dos mais velhos deveriam ficar calados, tomando a benção de todos que entrassem em casa, tratando-os de “senhor”, inclusive seus pais. Os meninos para fazer a barba pela primeira vez necessitavam de licença especial..

 

 

 

INFÂNCIA DOS ÍNDIOS

 

Os índios foram os primeiros  habitantes da América. As mulheres índias eram assistidas no parto por seus maridos que roíam com os dentes o umbigo do recém-nascido. O bebê era lavado, logo após era pintado com tinta vermelha e preta de urucum ou jenipapo, sendo colocado em uma rede de algodão e amarrado, preso às costas de sua mãe. Eram protegidos contra o mal com ervas e penas de pássaros e paus. Seus rostos eram enfeitados com pingentes no nariz, orelha e lábios. Alguns usavam dentes de animais pendurados no pescoço; tudo para desfigurar a criança tornando-os repulsivos aos  maus espíritos, maus olhados e más influências malignas. Pelo aumento da mortalidade infantil, os jesuítas para embelezar a morte diziam que não era o pecador mas sim um anjo inocente que o senhor chamava para si. As índias ninavam o filho pequeno na rede,  com palavras de ternura, sob a influencia do catolicismo ao qual ia se idealizando como o anjo.

 Moravam em ocas imensas, de 80 a 100 pessoas, com muitas crianças, porém havendo muita higiene. Não usavam fraldas, mas seus corpos estavam sempre limpos; recebiam nomes de peixes, animais e árvores. “Não faltava à criança indígena cuidado da mãe pela sua saúde: indicam-no as muitas medidas profiláticas; mostra-o o asseio em que era conservado o culumim. E acima de tudo sua alegria e o seu bem-estar”.(p.207).

            Os meninos índios brincavam com bonecos de barro e com as  aves domésticas, tinham diversos jogos que arremedavam animais e alguns deles eróticos.

As meninas índias eram ensinadas a fiar algodão e preparar a comida, cuidando também da organização doméstica, de pisar milho, espremer raízes, peneirar farinhas. Eram criados com medo e com superstições; seus pais tinham a intenção de protegê-los dos maus espíritos e influências malignas, como também visavam orientar o comportamento tradicional da tribo e sujeita-los às autoridades.

Os índios utilizavam danças haviam personagens terríveis eram como papões destinados a amedrontar as crianças. Uma dessas danças acabava com a morte de uma criança escolhida entre os que tinham pior comportamento; essa prática acontecia com intervalos de longos anos. Com finalidade de influir através do medo a conduta do menino. Usavam máscaras de demônios considerados como cheios de poder. Meninos e meninas eram espancados e flagelavam-se uns aos outros com fins pedagógicos e na intenção de expulsar os demônios.

Os meninos índios tinham intimidade não com mãe nem com mulher, mas com pai e com os amigos, suas iniciações sexuais dos mesmos se davam com outros homens em casas onde era proibida a entrada de mulheres. Ali aprendiam a tratar da mulher e a sentir-se superior a ela, sendo o ambiente propício à homossexualidade. Contendo rituais violentos onde muitas vezes acabavam em morte. Aprendiam a responsabilidade e os privilégios de homem adulto.

Os curumins eram catequizados pelos padres Jesuítas que se aproveitavam, e faziam o que bem entendiam com eles, com o pensamento de  conseguirem chegar a seus pais, causando uma inversão: o filho educar o pai, dando exemplo e levando ao caminho que os Jesuítas queriam, indo contra os pajés, dos maracás sagrados, das sociedades secretas; desligando-se de suas tradições da cultura nativa. Os Jesuítas também procuram organizar a  língua tupi-guarani à partir da língua falada pelos curumins, desta forma procurava deixar os índios mais dóceis, buscando unir as várias tribos de povos indígenas e os brancos.

Nos colégios dos padres, crianças brancas e indígenas estudavam juntas, convivendo pacificamente, sem preconceito de cor, fazendo o intercâmbio de brinquedos, jogos e superstições, buscando  aculturação dos brancos sobre os índios.

 

INFÂNCIA DOS NEGROS

 

As negras davam aos seus filhos recém nascidos  alimentos grosseiros tirados de sua própria comida, muitos negrinhos morriam por ignorância   das mães.

Os negros desde sua chegada ao Brasil viviam na condição de escravos, por serem dóceis e se sujeitarem mais do que os índios. Considerado mais fortes fisicamente que os índios, portanto mais resistentes às intempéries do tempo e do serviço braçal.

 Nas casas e lavouras de ricos fazendeiros, os negros eram considerados como peças de valor, sendo comercializados como animais.

Os filhos dos senhores utilizavam as  meninas negras que eram virgens para satisfazerem sexualmente seus filhos que na maioria era rapazinhos de treze e quatorze anos já infectados com doenças venéreas, onde essas negras já na sua primeira relação ficavam  contaminada..

Os negros não eram aceitos nas escolas dos jesuítas, nem nos seminários, sendo excluídos de se tornarem sacerdotes, mesmo assim não deixaram de cantar nas  igrejas, sendo que alguns tocavam instrumentos musicais e tornaram-se professores de música.

Meninas negras eram amantes de seus senhores durante anos, o que resultava em filhos mestiços, que geralmente eram ignoradas por seus pais, mas outros aprendiam a ler às vezes com mais interesse que os meninos brancos, apito ao ensino superior.

Alguns jovens brancos não valorizavam as riquezas e  perdiam tudo em jogos e vícios, mas os  filhos mestiços acabavam em algumas ocasiões herdavam toda a fortuna dos ricos fazendeiros.

Algumas meninas com apenas 10 anos de idade eram  obrigadas a se tornar prostitutas por senhoras , não tinham direito ao lucro conseguido por sua prostituição e o entregavam direto a suas senhoras, que tiravam proveito da situação.

Os escravos em sua grande maioria usavam roupas bem velhas e surradas e muitas deles andavam seminus, o que gerava constrangimento e vergonha a eles.

 

CONCLUSÃO

 

            Podemos perceber nesta obra que o inicio da formação da cultura e dos povos brasileiros a  miscigenação muito grande, de três culturas,  onde permaneceu a essência dos povos responsáveis pela mesma, valorizando com igualdade as contribuições indígenas, africanas e européias. Destacando a paixão sexual, alimentação onde ficou marcante o forjamento de uma cultura sobre a outra.

No período patriarcal influencia que sofria naquele momento que aqui passava, sendo que o medo como fator principal para se fazerem respeitar e assim ter o poder em suas mãos, dando novas formas de agir e de pensar.

 

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. 46ª edição. Rio de Janeiro: Editora Record, 2002.


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